"É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos." Simone de Beauvoir

30 de set de 2014

SBGG divulga Carta Aberta à população

Às vésperas do Dia Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, a SBGG divulga Carta Aberta à População Brasileira, na qual traz à reflexão quanto ao cenário atual do envelhecimento e saúde do idoso no país, seus avanços e fragilidades.



Acesse o conteúdo da Carta Aberta aqui: Carta Aberta à População Brasileira 


Fonte: SBGG

25 de set de 2014

Avaliação funcional do idoso: equilíbrio estático

A capacidade de manutenção do equilíbrio estático e dinâmico é um ponto crucial para a manutenção da independência funcional, para reduzir o risco de quedas, morbidade e mortalidade na velhice. O Timed Up and Go Test (TUG), embora disponha de uma avaliação do equilíbrio geral, não possibilita o discernimento de déficits estáticos ou dinâmicos. Dessa forma, tendo em vista que a manutenção do equilíbrio é uma tarefa sensório-motora complexa, sugere-se a formas mais específicas para a mensuração de suas manifestações dinâmicas e estáticas.
Com relação ao equilíbrio estático, é sabido que os idosos apresentam decréscimo de desempenho em posturas corporais simples, principalmente numa base de sustentação reduzida, como se manter em ortostasia num único pé. Mensurações do equilíbrio em posição ortostática, portanto, tornam-se preeminentes, pois essa ação está presente em atividades funcionais comuns, reflete a estabilidade postural do indivíduo, podendo assim identificar aqueles que apresentam maiores riscos de queda.
Um teste de equilíbrio estático muito utilizado na literatura é o teste de apoio unipodal. Esse teste consiste em medir o tempo que o avaliado consegue sustentar-se em pé, com apoio de apenas uma das pernas, enquanto mantém o outro pé a aproximadamente a 10 centímetros do solo. Sugere-se a realização consecutiva do teste com os olhos fechados ou, ainda, com o pescoço em extensão máxima, tornando o teste mais intenso. A alternativa com olhos fechados, parece ser mais sensível para detectar alterações mediante a intervenção de exercício.

Outra possibilidade de avaliação do equilíbrio estático que também baseia-se na diminuição da base de sustentação, é o teste Tandem Stance. O Tandem Stance (Tandem Stand/Standing Balance) propõe a quantificação do tempo (máximo e limite de 30 segundos) para a manutenção da posição ortostática, com os pés alinhados, na medida em que o calcanhar toque as extremidades dos dedos do outro pé. Pode-se sugerir que escores mais baixos que 10 segundos indicam alta probabilidade de quedas e declínio funcional. Esse teste mostra correlação moderada com velocidade da marcha, todavia não exibe índice significativo com o teste de sentar e levantar da cadeira, uma ação funcional que se relaciona principalmente com a força de membros inferiores, atributo importante para desempenho funcional.

O vídeo demonstra o teste de apoio unipodal e o Tandem Stance, respectivamente:


Referências:
- Shubert, T.E.; et al. Are scores on balance screening tests associated with mobility in older adults? J Geriatr Phys Ther. 2006.
- Okuma, S.S. O significado da atividade física para o idoso: um estudo fenomenológico [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1997.
- Rogers M.E.; et al. Methods to assess and improve the physical parameters associated with fall risk in older adults. Prev Med. 2003.
- Ringsberg, K.; et al. Is there a relationship between balance, gait performance and muscular strength in 75-year-old women? Age Ageing. 1999.
- Shigematsu, R., et al. Dancebased aerobic exercise may improve indices of falling risk in older women. Age Ageing. 2002.
- Ikezoe,T.; et al. Low Intensity Training for Frail Elderly Women: Long-term Effects on Motor Function and Mobility. J Phys Ther Sci. 2005.
- Kimura, T.; et al. Effects of aging on gait patterns in the healthy elderly. Anthropol Sci. 2007.
- Nnodim, J.O.; Alexander, N.B. Assessing falls in older adults. A comprehensive fall evaluation to reduce fall risk in older adults. Geriatrics. 2005.
- Hausdorff, J.M.; et al. Etiology and modification of gait instability in older adults: a randomized controlled trial of exercise. J Appl Physiol. 2001.

22 de set de 2014

Exercício resistido X sarcopenia

Sarcopenia refere-se à perda de massa muscular associada ao envelhecimento. No entanto, esse termo tem sido estendido à perda de força muscular relacionada com o avançar da idade.  A prevalência de sarcopenia é de aproximadamente 12% para adultos de 60 a 70 anos de idade, aumentando para 30% por volta dos 80 anos de idade. 
Na maioria dos estudos, o seu desenvolvimento está associado à elevada incapacidade, desordens na marcha e no equilíbrio e mortalidade. Sua causa é multifatorial, resultante de alterações do sistema nervoso (perda de unidades motoras alfa), musculares (perda na qualidade e massa muscular), hormonais (perda de hormônios anabolizantes, como testosterona, estrógeno e GH) e estilo de vida (diminuição da atividade física). Por meio da prática regular de exercícios físicos, dentre os quais os exercícios resistidos se destacam, pode ser viável prevenir a sarcopenia e melhorar consistentemente a força em idosos.
Estudos demonstraram aumento da síntese de proteínas miofibrilares musculares em jovens e idosos por meio dos exercícios resistidos. De acordo com uma revisão sistemática sobre intervenções para a sarcopenia, o exercício resistido foi considerado o estímulo mais poderoso para a hipertrofia muscular, quando comparado aos exercícios contínuos. Os autores citam, ainda, que em comparação a sujeitos jovens, o exercício resistido em pessoas idosas produz aumento de força menor em termos absolutos, mas similares em termos relativos. Ganhos de 5-10% na área de seção transversal muscular, acompanhada por aumento de 20% a 100% na força muscular, dependendo do grupo de músculos, devem ser expectativas razoáveis de um regime apropriado de exercícios.
Um estudo utilizando 25 idosos saudáveis e 26 adultos jovens verificou uma diminuição da força muscular e da expressão genética mitocondrial (maior fator contribuinte para a sarcopenia) dos idosos em relação aos jovens. Os indivíduos jovens apresentaram, inicialmente, um pico de torque 59% maior que os idosos saudáveis, e após seis meses de treinamento resistido, essa diferença diminuiu para 38%. Por meio de biópsia no vasto lateral dos indivíduos, observou-se também uma modificação no perfil de expressão genética mitocondrial (jovialização desse perfil) nos músculos dos idosos saudáveis submetidos a treinamento resistido.
Embora a resposta à hipertrofia seja reduzida em idosos, ocorre um aumento na qualidade muscular (performance muscular) de maneira similar entre homens idosos e jovens; porém pode ser maior em mulhres jovens do que em idosas.
Os ganhos de força muscular podem ser observados nas primeiras semanas, atingindo um platô por volta de 5-6 meses. Esses ganhos na força refletem adaptações neurais e musculares, com hipertrofia de fibra muscular, tornando-se dominante com duração de treino prolongado.
Vários estudos demonstram ganho de percentagem similar de força entre participantes idosos e jovens, enquanto outros têm mostrado que o aumento na percentagem de força é menor para idosos quando comparados a adultos jovens. Além disso, o efeito da idade na adaptação da força pode ser influenciado pelo sexo, duração de treinamento e/ou por grupos musculares específicos examinados.

Referências:
- Borst, S.E. Interventions for sarcopenia and muscle weakness in older people. Age and ageing. 2004.
- Narci, M.V.; Maffulli, N. Sarcopenia: characteristics, mechanisms and functional significance. Br. Med Bull. 2010.
- Patel, H.P., et al. Hertfordshire sarcopenia study: design and methods. BMC Geriatric. 2010.
- Rexach, J.A.S. Consecuencias clínicas de la sarcopenia. Nutr Hosp. 2006.
- Volpi, E.; et al. Muscle tissue changes with aging. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2004.
- Rexach, J.A.S., et al. Health enhancing strength training in nonagenarians (STRONG): rationale, design and methods. BMC Public Health. 2009.
- Galvão, D.A., et al. Anabolic responses to resistance training in older men and women: a brief review. J Aging Phys Act. 2005.
- Melov, S.; et al. Resistance exercise reverses aging in human skeletal muscle. PLoS One. 2007.
- American College of Sports Medicine; Chodzko-Zajko, W.J.; et al. Exercise and physical activity for older adults. Med Sci Sports Exerc. 2009.
- Taafe, D.R. Sarcopenia _ exercise as a treatment strategy. Aust Fam Physician. 2006.

21 de set de 2014

Eu não esqueço!

Hoje, dia 21 de Setembro, é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

A Associação Brasileira de Alzheimer realiza uma programação específica para divulgar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, 21 de setembro, em todo o País, data instituída pela ADI (Alzheimer's Disease International), entidade internacional que congrega mais de 75 Associações de Alzheimer no mundo. Para a ABRAz, o Dia Mundial da Doença de Alzheimer é uma oportunidade para sensibilizar a população em geral, entidades públicas e privadas de saúde, bem como os profissionais da área para essa doença que acomete mais de 1,2 milhão de brasileiros.


8 de set de 2014

Caminhada pode amenizar sintomas da doença de Parkinson

Especialistas verificaram os benefícios do exercício em aspectos como a função motora, o humor e as habilidades mentais.

Pessoas com sintomas leves a moderados da doença de Parkinson que caminham regularmente para se exercitar podem melhorar a sua função motora, o humor, cansaço, o condicionamento físico e também alguns aspectos das habilidades mentais, de acordo com um estudo publicado no periódico Neurology da Academia Americana de Neurologia.
Segundo o professor de Neurologia, Ergun Uc, da Universidade de Iwoa, nos Estados Unidos, "os resultados sugerem que a caminhada pode fornecer uma maneira segura e facilmente acessível de melhorar os sintomas da doença de Parkinson e melhorar a qualidade de vida."
A investigação incluiu 60 pessoas que participaram de sessões de caminhada de intensidade moderada - utilizando monitores de frequência cardíaca - três vezes por semana por 45 minutos durante seis meses. Os participantes também fizeram testes que mediram sua função motora, condicionamento aeróbico, humor, cansaço, memória habilidades mentais.
A pesquisa verificou que uma caminhada rápida melhora a função motora e o humor em 15%, a atenção em 14% por cento, reduz o cansaço em 11% e aumenta o condicionamento físico e aeróbico em 7%. No teste de função motora, os participantes melhoraram a uma média de 2,8 pontos, que é considerado uma diferença clinicamente importante.
Portanto, o estudo indica que pessoas que possuem a doença, em gradação leve a moderada, que não têm demência e são capazes de caminhar de forma independente, podem seguir as orientações de exercícios recomendados para adultos saudáveis com segurança o que, segundo os pesquisadores, inclui 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada.

Fonte:
 

7 de set de 2014

Lesões nos quadris: mitos e verdades

O quadril apresenta uma anatomia precisa e única, resultando em uma biomecânica que consegue conciliar “força” com grande capacidade de amplitude de movimento. Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre situações que podem colocar a articulação em risco. 

Para ajudar a esclarecê-las, seguem abaixo alguns mitos e verdades sobre a articulação do quadril:

  • Fratura do quadril em idosos pode levar à morte. 
      VERDADE
     Pesquisas mostram que a fratura do quadril é a lesão ortopédica que mais resulta em morte devido às suas consequências diretas e indiretas. De todas as fraturas associadas à osteoporose, as que apresentam maiores consequências para a qualidade de vida do indivíduo são as da extremidade proximal do fêmur, com um índice médio de mortalidade de 30% nos primeiros seis meses após o trauma e perda da autonomia em 50% dos casos. Dificilmente as pessoas conseguem recuperar inteiramente o nível de independência que possuíam antes da fratura.
  • Jovens não têm artrose de quadril.
      MITO
      A artrose é um desgaste, uma degeneração da articulação. Pode ser provocada por diversas causas e a sua incidência aumenta com a idade. Apesar de ser mais comum em idosos, não exclui a possibilidade de aparecimento da doença em indivíduos mais jovens.
  • A artrose do quadril não tem solução. 
      VERDADE
      A artrose é o desgaste da articulação e não há como recuperar o que já foi perdido. Os tratamentos e as orientações são para prevenir o aparecimento e a progressão da artrose ou então para aliviar os sintomas, quando já existentes. Em um estado muito grave ou avançado de artrose do quadril, a pessoa tem muita dor e limitação funcional, atrapalhando muito o seu dia-a-dia. Nessa situação, indica-se uma cirurgia ortopédica que se chama artroplastia, a colocação de uma prótese de quadril. Essa cirurgia consiste na substituição da superfície articular, ou seja, troca a superfície gasta por outra sintética. É uma cirurgia de grande porte, geralmente feita em idosos, cuja satisfação é muito grande devido à sua eficiência. O objetivo é a pessoa voltar a ter uma rotina de vida sem dor no quadril e com uma função muito boa, podendo, inclusive, praticar diversas atividades físicas. 
  • A osteoporose é a principal causa das fraturas em idosos.
      VERDADE 
      As fraturas do fêmur proximal são mais comuns em idosos, principalmente mulheres, porque o esqueleto do ser humano acumula massa óssea até a faixa dos 30 anos. A partir de então, perde-se 0,3% ao ano. A mulher tem uma perda maior nos 10 primeiros anos pós-menopausa, podendo chegar a 3% ao ano, principalmente se ela for sedentária. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 1/3 das mulheres brancas acima dos 65 anos são portadoras de osteoporose. Por isso, estima-se que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice cai para 25%.
  •  A prática de alguns esportes podem levar à lesões.
      VERDADE
      Os esportes que oferecem mais riscos são aqueles que exigem maior amplitude e movimento do quadril, rotações ou aqueles com ‘ações explosivas’, ou seja, ações que exigem aceleração e desaceleração bruscas, como futebol, tênis, golfe, artes marciais, danças, ballet, ginástica olímpica e atletismo. A prática inadequada dos exercícios é a principal causa dos problemas. Entre as lesões mais frequentes, estão os estiramentos musculares e as tendinites que, geralmente, ocorrem por sobrecarga, esforço excessivo, entorse, contusão ou erro de treinamento. 
  • Quem sofreu uma lesão no quadril nunca mais voltará a praticar esporte.
      MITO
       Hoje, existem novos procedimentos específicos para essa lesão e, quando realizados, o atleta retorna à sua rotina de treinos e de competição, apto a exercer todo o seu potencial. 
  • Na musculação, é preciso realizar os exercícios utilizando toda a amplitude de movimento do quadril para conseguir o resultado desejado.
     MITO 
     Para cada objetivo, há uma maneira correta de fazer os exercícios. Porém, de um modo geral, não há a necessidade de fazer toda a amplitude de movimento do quadril, ou seja, de chegar ao limite dos movimentos. Isso não potencializa o resultado e favorece as lesões por exigir muito das suas estruturas articulares, como a cartilagem.
  • O impacto provocado pela corrida "gasta" o quadril.
      MITO
     O quadril é uma articulação de carga, ou seja, uma articulação que sustenta todo o nosso peso. Portanto, apresenta uma estrutura forte e compatível com a sua função. Quando corremos, a carga que passa pela articulação pode chegar a 8 ou 10 vezes o nosso peso corporal. Mesmo com toda essa demanda, o quadril apresenta apenas um consumo fisiológico, ou seja, um pequeno desgaste durante a nossa vida, como qualquer outra articulação. Uma situação atípica é quando a pessoa apresenta alguma predisposição às lesões, como o impacto femoroacetabular (traumatismo de repetição entre a cabeça do fêmur e a cavidade da bacia) ou a lesão do labrum. Nessas situações, a pessoa está com o quadril em risco e, dependendo da solicitação e da exigência, pode levar ao desgaste exagerado da articulação, ou seja, à artrose.
  • O tratamento do impacto do quadril é cirúrgico.
     VERDADE
     A única forma de corrigir a anatomia para que a biomecânica do quadril não seja comprometida, levando à artrose do quadril, é por meio de cirurgia. A medicina avançou muito nos últimos anos e a técnica mais indicada, atualmente, para realização do procedimento é a artroscopia, uma cirurgia minimamente invasiva, realizada com uma câmera, uma ótica de 4 mm e outros instrumentos cirúrgicos finos e estreitos, introduzidos por dois pequenos “furos” na região dos quadris. O acompanhamento da operação, que dura cerca de duas horas, é feito por meio de um monitor de vídeo. É uma opção de tratamento eficiente com pequena agressão. Isso se traduz em uma internação mais rápida, geralmente com alta no mesmo dia, menores taxas de complicações e riscos, menos dor, reabilitação mais rápida e melhor, retorno precoce à rotina social, profissional e ao esporte. O pós-operatório dependerá do tratamento e dos procedimentos que foram feitos durante a artroscopia. O retorno às atividades diárias e ao esporte depende da lesão que foi tratada.
  • A prevenção é sempre a melhor forma de evitar as lesões de quadril em idosos.
      VERDADE
     Há um conjunto de ações recomendadas para ter uma boa saúde e evitar lesões, como: praticar esporte com acompanhamento profissional, promover o fortalecimento da musculatura, além de evitar sedativos, consumo de cafeína, cigarro e álcool, pois essas substâncias contribuem para a osteoporose, entre outros cuidados.


Referências:
- Dr. Marcelo G. Cavalheiro, médico ortopedista, integrante do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenador da divisão de Artroscopia do Quadril da Escola Paulista de Medicina (Unifesp). Site:  http://www.drcavalheiro.com.br/index.php

2 de set de 2014

Lesões de ombro em idosos

Uma das principais causas de procura de idosos em consultórios de Fisioterapia é a dor no ombro. Essa dor no ombro muitas vezes está associada à restrição de movimentos e à falta de força, o que influi diretamente em suas atividades de vida diária.
Existem algumas doenças que são mais frequentes no ombro do idoso. Dentre elas, podemos citar: 
  • artrose gleno-umeral, que ocorre entre o braço (úmero) e o ombro (glenóide); 
  • artrose acrômio-clavicular, que ocorre entre a clavícula e o ombro (acrômio); 
  • lesão do manguito rotator, que é um conjunto de tendões dos músculos responsáveis pela elevação do braço acima da cabeça, principalmente.
As artroses glenoumeral e acrômio-clavicular correspondem a um processo de degeneração da cartilagem, que é uma estrutura que evita o contato entre os ossos nos movimentos. Eles chegam na fisioterapia com dor no ombro aos movimentos do braço, sobretudo na elevação acima da cabeça. A dor pode irradiar para outras estruturas, como face lateral do braço, pescoço e até para a região do ouvido. O paciente com artrose também pode ter limitação dos movimentos e sentir "estalos" no ombro, devido ao contato entre os ossos.
A lesão do manguito rotator pode ser devido a um trauma agudo ou aparecer gradualmente devido a um processo de degeneração tendinosa e muscular e é mais comum em pessoas que apresentam o acrômio "ganchoso", que é um osso que fica logo acima do manguito, podendo causar impacto. Um raio-x pode ajudar o fisioterapeuta na detecção desse tipo de acrômio. O paciente pode ter dor no ombro inclusive à noite, que irradia para face lateral do braço. Também pode apresentar perda da elevação e rotação do braço, além de atrofia muscular. 
As artroses e a lesão do manguito rotator têm uma boa melhora com o início da Fisioterapia, que deve ter como objetivo a diminuição do quadro álgico e a recuperação funcional da região. 

Fonte: