"É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos." Simone de Beauvoir

28 de ago de 2014

6 segundos de exercícios físicos podem transformar a saúde?!


Pesquisadores da Escócia descobriram que seis segundos de exercícios físicos intensos podem transformar a saúde de idosos, ao reduzir a pressão sanguínea e melhorar o condicionamento geral ao longo do tempo.


Esta modalidade de treinamentos curtos, de alta intensidade, tem atraído cada vez mais seguidores, prometendo alguns dos mesmos benefícios que os exercícios convencionais, mas em um tempo muito menor.
O estudo piloto da Universidade de Abertay testou a hipótese em 12 aposentados. O grupo realizou exercícios intensos de bicicleta duas vezes por semana durante duas semanas.
Após os exercícios, os participantes reduziram sua pressão arterial em 9%, aumentaram a sua capacidade pulmonar e acharam mais fácil realizar atividades do dia-a-dia, como levantar-se de uma cadeira ou levar o cachorro para passear.
 Os resultados foram detalhados na publicação da Sociedade Americana de Geriatria, Journal of the American Geriatrics Society.  

O estudo adotou a abordagem que advoga por explorar os limites do corpo durante apenas alguns segundos, em vez de gastar mais tempo em uma corrida de meia hora ou pedalar por alguns quilômetros.
Alguns especialistas argumentam que o treinamento curto e intenso é mais seguro do que o exercício convencional. Nestes últimos, taxas mais altas de batimentos cardíacos e pressão arterial podem levar a ataques cardíacos e derrames.
Babraj, coordenador do estudo, disse que corridas por longos tempos "colocam uma pressão maior sobre o coração em geral". 
Já o método intenso pode ajudar a reduzir os custos "astronômicos" dos problemas de saúde em idosos, disse ele.

Os exercícios usados na pesquisa podem ser realizados em casa, desde que os interessados procurem aconselhamento médico de antemão, segundo o acadêmico.
Mais de 10 milhões de pessoas no Reino Unido - de uma população total de 63 milhões - têm mais de 65 anos de idade, e esse número tende a aumentar. No Brasil, há cerca de 14,9 milhões de pessoas nesta faixa etária, segundo o IBGE. O órgão prevê que essa fatia da população atingirá 58,4 milhões em 2060.
Especialistas consultados pela BBC elogiaram que o estudo tenha destacado os benefícios do exercício físico em qualquer idade.

"A mensagem geral é que você nunca está velho demais, frágil demais ou doente demais para se beneficiar de exercícios, desde que sejam escolhidos com cuidado."

Fonte:  

21 de ago de 2014

Idosos ganham tempo extra para atravessar a rua



A cidade de Curitiba está testando uma tecnologia inédita: um semáforo que dá mais tempo de travessia para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
São seis segundos a mais para a travessia da rua (de 12 para 18 segundos), que fica num cruzamento com vias de mão dupla –um desafio para o pedestre.
Só aproveita o benefício, porém, quem tiver o cartão transporte para idoso, usado no transporte público da cidade. É ele que, quando encostado ao semáforo, sinaliza ao equipamento para que aumente o tempo de travessia.
Por trás da iniciativa está um plano para diminuir o número de atropelamentos de idosos, as maiores vítimas desse tipo de acidente.

Será que vai dar certo?
Esperamos que sim.

Leia a matéria completa:
Idoso 'passa' cartão em semáforo e ganha tempo extra para atravessar

Fonte:
Folha de São Paulo

Lesões meniscais no paciente idoso

A queixa de dor no joelho, em pacientes de idade superior a 60 anos, é frequente e, em geral, é provocada pelo desequilíbrio muscular decorrente do envelhecimento ou mesmo do processo degenerativo tão comum nesses pacientes. O desequilíbrio muscular caracteriza-se pela atrofia do quadríceps associada à retração dos músculos isquiotibiais, que de maneira progressiva leva ao posicionamento em flexo da articulação do joelho.
O processo degenerativo articular ocorre nessa faixa etária junto a manifestações clínicas frequentes no joelho. A dor decorrente desse processo é de aparecimento progressivo e evolutivo, que piora com a atividade física e que às vezes associa-se a deformidades da articulação do joelho. 
Há um grupo de pacientes, nessa faixa etária, que embora não apresente processo degenerativo importante, relata dor no joelho de início súbito, sem causa traumática. Estes pacientes têm características próprias sob o ponto de vista clínico, etiológico e terapêutico.

As mudanças degenerativas dos meniscos têm sido vistas em pacientes com idades inferiores a 55 anos, e como nas condições degenerativas de outras áreas do corpo, a severidade da lesão necessária para causar a ruptura dessa estrutura diminui com o aumento da idade. Lesões meniscais no paciente idoso tipicamente resultam em clivagem horizontal, em que ocorre a formação de um mecanismo valvular que impede o retorno do líquido sinovial para a articulação, e lesões degenerativas devido às alterações bioquímicas e biomecânicas desse tecido.

A lesão meniscal é uma das patologias mais frequentes do joelho, podendo ser classificada quanto à etiologia em três tipos:
  • Traumática: decorrente de um episódio traumático específico e descrito pelo paciente. É uma lesão que pode ocorrer simplesmente em decorrência de uma inversão de movimento ou a partir de uma lesão de torção menor;
  • Degenerativa: decorrente da artrose do joelho. Não são associadas a eventos traumáticos e ocorrem no compartimento medial mais frequentemente que no lateral; 
  • Por fadiga: lesões de aparecimento súbito sem causa traumática evidente. Também ocorre com maior frequência no menisco medial.
As queixas mais comuns são de dor, sensibilidade na linha articular, *sinovite local e sintomas mecânicos como o travamento do joelho. Os pacientes ainda relatam certa incapacidade funcional provocada pela dor, acentuada ao caminhar e imediatamente após o repouso. Os falseios ao caminhar ocorrem com pouca frequência; o derrame articular é excepcional e é mais comum em pacientes do sexo feminino. A dor também é identificada durante a palpação da interlinha medial e, com menor frequência, na lateral.
*A sinovite com derrame articular nem sempre pode estar presente. 

Ao exame físico, a sensibilidade na linha articular é um dos indicadores clínicos mais sensíveis da lesão e tem sido reportado em 77 a 86% dos casos. O local mais comum de sensibilidade é a região póstero-medial do joelho, na qual a lesão degenerativa geralmente ocorre. Além disso, a presença de atrofia do quadríceps ou o edema articular incrementam a evidência de um problema intra-articular.

Testes provocativos para ruptura meniscal incluem os testes de Apley e McMurray:

O teste de Apley é realizado com paciente em posição prona, com o joelho fletido a 90°. A pressão para baixo associada à rotação medial e lateral é feita causando uma compressão articular em ambos os compartimentos do joelho.
Teste de Apley
No teste de McMurray, o paciente é posicionado em supino e a perna flexionada é rodada externamente e, em seguida, é aplicado um estresse em valgo enquanto se realiza a extensão da mesma. Essa manobra avalia a ruptura do menisco lateral. Similarmente, o teste pode ser repetido com rotação interna e estresse em varo para avaliar ruptura do menisco medial.

Teste de McMurray
As imagens de ressonância magnética têm sido reconhecidas como comprovantes úteis ao diagnóstico das lesões meniscais. A confiabilidade desse exame é de 93 a 98% para as lesões mediais , e de 90 a 96% para lesões laterais. Além disso, na falta de uma ruptura meniscal, o exame por imagem de ressonância magnética é capaz de detectar causas mens frequentes de dor no joelho, tais como osteonecroses dos côndilos femorais, tumores ou fraturas por estresse.

O tratamento inicial é a proteção do joelho pelo repouso, medicação anti-inflamatória não esteróide e o uso de muletas com o intuito de reduzir parcialmente a carga sobre o membro, durante a marcha.
A fisioterapia deve ser prescrita no sentido de corrigir as retrações musculares que determinam a atitude em flexão e a melhora da potência muscular, focando o fortalecimento isométrico do quadríceps e os exercícios de amplitude movimento. O prognóstico para o alívio da dor é bom, contudo, aqueles pacientes com artrite degenerativa associada são de maior risco em relação aos sintomas residuais.
A orientação para atividade física frequente e correção da osteoporose (caso seja diagnosticada) possibilitará melhor evolução desses pacientes. Essa conduta conservadora resolve a maioria dos casos.

Leia mais no artigo abaixo:

Referências:
- Rebelatto, J.R.; Morelli, J.G.S; Oliveira, A.S. Fisioterapia Geriátrica: A Prática da Assistência ao Idoso_Fisioterapia aplicada aos idosos portadores de patologias traumato-ortopédicas. Ed. Manole; 2ª Edição. 2007.
- Camanho, G.L. Dor aguda no joelho do paciente idoso. Revista Brasileira de Ortopedia. 2008.
- Selemenda, C.; Brandt, K.D.; et al. Quadriceps weakness and osteoarthritis of the knee. Annals of Internal Medicine. 1997.

4 de ago de 2014

Exercícios físicos X Osteoporose

Sabe-se que a melhor forma de se evitar as complicações resultantes da osteoporose é o diagnóstico precoce. Estudos mostram que quanto mais cedo essa perda for identificada e tratada, melhores serão os resultados em longo prazo, em termos de parada do processo de perda óssea.
Como as principais morbidades após as fraturas osteoporóticas são as dores e os comprometimentos funcionais , é de se prever que o papel da fisioterapia no tratamento dos pacientes com osteoporose seja significativo.
Realizada uma revisão de literatura, foi encontrado em muitos estudos que o exercício físico é o recurso mais importante no ganho e manutenção da massa óssea. De acordo com esses estudos, entre os benefícios do exercício físico para a prevenção e ou como parte do tratamento da osteoporose, destacam-se:
  • aumento da densidade óssea;
  • hipertrofia das trabéculas;
  • aumento da atividade dos osteoblastos;
  • aumento da densidade do colágeno;
  • incremento de incorporação do cálcio no osso;
  • melhora da agilidade;
  • aumento da estabilidade postural;
  • melhora da flexibilidade e do equilíbrio.
A implantação de um programa de exercícios e de condicionamento para aumentar a força muscular, a resistência, e o equilíbrio são benéficos na maioria dos estágios da doença, diminuindo o risco de quedas e ajudando na manutenção da mobilidade, da função e no alívio da dor. O tratamento das vítimas de fraturas vertebrais pode incluir o repouso relativo no leito durante cerca de uma semana, aplicação de gelo no local por 15 minutos várias vezes ao dia e a utilização da eletroterapia como a estimulação elétrica transcutânea (TENS) e a radiação por laser pode trazer rápidos resultados no alívio da dor óssea. Em geral, essas intervenções são bastante eficazes no alívio da dorsalgia grave ou aguda. À medida que a dor melhora, o paciente pode iniciar uma prática de exercícios físicos específicos e ajustados. O programa deve incluir exercícios de alongamentos e fortalecimento muscular generalizado que auxiliarão na coordenação e devem ajudar na prevenção de quedas. Um programa em longo prazo de atividades físicas também pode incluir exercícios aeróbicos como caminhada e hidroginástica.
Após uma pesquisa realizada numa casa específica para prevenção de fraturas osteoporóticas, o pilates pode ser indicado por promover: 
  • aumento da força muscular;
  • ganho de flexibilidade;
  • melhora da coordenação motora, do equilíbrio e da dor.
Dentro das medidas fisioterápicas, é recomendado um programa de prevenção ao fumo e ao álcool, a ingestão de uma dieta rica em cálcio e vitamina D. Também é importante a avaliação periódica das condições ósseas pela densitometria óssea, bem como o acompanhamento do tratamento realizado.


Leia mais:

Referências:
- Dardin, L.P.; Prato, S.C.F. Atuação da fisioterapia nas dores ósseas em idosos. Força Tarefa na Dor Óssea em Idosos. Grupo Editorial Moreira Jr. Editor: Fânia C. Santos. 2012.
- Fabrício, S.C.C.; et al. Causas e consequências de quedas de idosos atendidos em hospital público. Revista Saúde Pública, São Paulo. 2004.
- Buksman, S.; Pereira, S.R.M.; et al. Quedas em idosos. Projetos diretrizes. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdf. 2001.
- Greisberg, J.L.M. et al. Foot and leg problems are important determinants of functional status en community dwelling older people. Disability & Rehabilitation. 2005.
-Manfio, E.F. Um estudo de parâmetros antropométricos do pé. Tese (Doutorado em Ciências do Movimento Humano). Universidade de Santa Maria. 2001.
-Tinetti, M.E.; Speeciley, M.; et al. Risk factors for falls among elderly persons living in the community. The New England Journal of Medicine. 1988.
- Chaiwanichsiri, D.; et al. Foot disorders and falls in older persons. Gerontology. 2009.

Auxiliares de marcha: bengalas, muletas e andadores



Os auxiliares de marcha são prescritos nos casos de diminuição ou alteração da mobilidade, como no caso de dor, e servem, além da analgesia, para tornar o indivíduo independente com autonomia e segurança.
A seleção de um desses auxiliares deve ser individualizada, seguindo uma avaliação global e funcional do paciente. Evita-se, com isso, alterações posturais, quedas, dor, sobrecarga articular e imobilidade.
Podemos utilizar bengalas, muletas e andadores, os quais estão disponíveis em diferentes modelos no mercado de acordo com o quadro funcional de cada paciente.

Logo abaixo, uma breve descrição dos modelos mais comuns e funções dos auxiliares de marcha:

Bengalas 

- Podem ser de madeira ou de alumínio;
- Auxiliam o equilíbrio;
- Poupam o membro lesado;
- Compensam o déficit de força;
- Aliviam a dor;
- Diminuem 20% a 25% do peso descarregado em um membro;
- São utilizadas, na grande maioria, na mão contralateral ao membro afetado;
- Seu uso vai depender das limitações e objetivos de cada paciente.



Os tipos mais comuns de bengalas podem ser: comum, com recuo, empunhadura funcional, quatro pontas, empunhadura em C ou bengala deambulatória. Independente do tipo a ser utilizado, o apoio de mão deve respeitar a altura do trocânter maior do fêmur, com angulação do cotovelo em 25 a 30 graus quando fixados em um ponto anterior e lateral distante 15cm dos pés.

 

Muletas

- Mais estáveis que as bengalas;
- Reduzem de 50% a 100% do peso em um membro, dependendo da forma utilizada.

Tipos:

Muletas axilares: são indicadas para grande descarga de peso corporal, por exemplo, analgesia, e paciente com pouca estabilidade de tronco. Difícil de se utilizada em pequenas áreas e se mal adaptadas, podem lesionar estruturas axilares (nervos, vasos). Suas almofadas devem ser posicionadas em região subaxilar.


Muletas Lofstrand: possuem uma braçadeira em antebraço (aumentam o braço da alavanca). Permitem o uso das mãos sem que a muleta caia. Proporcionam mais independência para o paciente.


Muletas canadenses: possuem braçadeiras acima e abaixo do cotovelo, com isso, compensam a fraqueza de extensores do cotovelo (tríceps braquial). O paciente necessita de coordenação e bom equilíbrio de tronco para utilizar esse tipo de muletas.


Andadores

- Também recomendados para pacientes muito instáveis e para analgesia;
- Deve ser segurado entre 20 e 25cm de distância em frente ao corpo, ombros relaxados e nivelados, tronco ereto e cotovelos com flexão de 25 a 30 graus.

Os mais comuns são:

Andador fixo: oferece maior estabilidade látero-lateral e não exige dissociação de cinturas. Perigoso para pacientes com desequilíbrio ântero-posterior.
Fixo com rodas

Andador articulado: mais apropriado para controle motor da marcha e exige dissociação de cinturas.

Articulado

A reabilitação é um procedimento terapêutico global que transcende os aspectos físicos, e pode estar associada ao uso de órteses, ou seja, utilização de recursos técnicos especiais. Isso pode ser útil para aumentar a qualidade de vida do paciente, desde que sejam bem indicadas e utilizadas de forma adequada. Aconselha-se que diante da necessidade de seu uso, o paciente seja encaminhado para um serviço de reabilitação a fim de receber treinamento adequado.

Referências:
 - Cohi, O.; Viladot, R. et al. Ortesis y ayudas para la marcha. Ortesis y Protesis Del Aparato Locomotor. Barcelona: Masson. 1994.
- Ferreira, M.S.; Silveira, V.C; Rizo, L.R. Auxiliares de locomoção, cadeira de rodas e tecnologia assistiva. Medicina Física e Reabilitação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2010.
- Gazoni, F.; Matos, C.V.; Adachi, T. A fisiatria e as dores ósseas em idosos. Força-tarefa na dor óssea em idosos. Grupo Editorial Moreira Jr. Editor: Fânia C. Santos. 2012.


A fisioterapia no alívio da dor em idosos



As intervenções em fisioterapia visam alívio da dor, melhora do desempenho físico, prevenção de desconfortos e a minimização das anormalidades primárias e das repercussões físicas geradas pela dor e pelo imobilismo. São vários os recursos fisioterapêuticos, e a aplicação desses recursos em idosos com dores ósseas requer cuidados individuais e um amplo conhecimento das alterações orgânicas que ocorrem nessa etapa da vida.
Algumas perguntas que pesquisadores tentam responder são: 
"Idosos percebem estímulo doloroso como os indivíduos mais jovens?" 
"Idosos que são diagnosticados com algum tipo de demência percebem a dor da mesma maneira daqueles que não têm esse diagnóstico?"
Alguns estudos sugerem que pacientes idosos apresentam um limiar de dor, térmico e mecânico, maior do que pessoas mais jovens. O assunto é controverso, mas em sua maioria os resultados sugerem que a tolerância à dor diminui aos 30 anos.
Em relação à diferença de gêneros, é comum observar que mulheres costumam sentir mais dor e serem mais propensas à depressão do que o homem. E, consequentemente, também existe uma maior propensão ao uso de medicamentos em resposta a esses problemas. Devido às diferenças hormonais, mulheres possuem densidade óssea diminuída e aumento do risco de fratura.
Enfim, o que é um fato é que dor é um frequente problema de saúde em idosos. Sua prevalência vai de 45% a 80% e é associada à depressão, desordens do sono, diminuição da capacidade funcional, diminuição da sociabilidade e aumento do uso do sistema de saúde, com consequente aumento dos custos.
Sendo assim, antes de estabelecer qualquer prescrição, é essencial conhecer os vários fatores de riscos envolvidos, as variações sistêmicas que ocorrem ao passar da idade e as variações entre os próprios indivíduos, pois os possíveis benefícios dos recursos a serem utilizados podem induzir prejuízos ao paciente. Além disso, é necessário entender as estratégias de avaliação da dor e as intervenções usadas para aliviá-las, assim como as vantagens, desvantagens e limitações de cada uma das intervenções.
Algumas intervenções populares da fisioterapia são a estimulação elétrica transcutânea (TENS), massagem, aplicação de calor e frio e cinesioterapia. Um estudo realizado demonstrou que um programa de atividade física foi eficiente em reduzir crenças aversivas em relação a sentir dor durante atividade física e obteve efeitos analgésicos na população idosa com dor crônica lombar (Weiner et al; 2006)*. A dor lombar crônica tem sido o modelo para o estudo da dor em idosos e tem contribuído para compreendê-la melhor nesse grupo etário, abrindo perspectiva sobre a relação entre dor, cognição e atividade física.
Um interessante estudo demonstrou que a performance neuropsicológica muda em idosos que sofrem de dores crônicas na lombar e propôs  que mudanças cognitivas gerais seria o fator que medeia a relação entre dor e função física. Essa é uma hipótese intrigante e se for comprovada futuramente, poderia trazer importantes mudanças na reabilitação desses pacientes.

Leia mais:

Referências:
- Andrade, D.C. et al. The assessment and management of pain in the demented and non-demented elderly patient. Arq. Neuropsiquiatr. 2011.
- Lautenbacher, S. et al. Similarities in age differents in heat pain perception and thermal sensitivity. Funct Neurol. 1991.
- Chakour, M.C. et al. the effect of age on A-delta and C-fibre thermal pain perception. Pain. 1996.
- Lasch, H. et al. Evidence for diminished visceral pain with aging: studies using graded intraesophageal ballon distension. Am J Physiol. 1997.
- Edwards, R.R. et al. Age-related differences in endogenous pain modulation: a comparision of diffuse noxious inhibitory controls in healthy older and younger adults. Pain. 2003.
- *Weiner, D.K. et al. Efficacy of per-cutaneous electrical nerve stimulation and therapeutic exercise for older adults with chronic low back pain: a randomized controlled trial. Pain. 2008.
- Weiner, D.K. et al. The relationship between pain, neuropsychological performance, and physical function in community-dwelling older adults with chronic low back pain. Pain med. 2006.
- Dardin, L.P.; Prato, S.C.F. Atuação da fisioterapia nas dores ósseas em idosos. Força Tarefa na Dor Óssea em Idosos. Grupo Editorial Moreira Jr. Editor: Fânia C. Santos. 2012.