"É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos." Simone de Beauvoir

29 de abr de 2014

Nintendo Wii: uma ajuda aos idosos

Um grupo de pesquisadores do Centro para Pesquisa de Envelhecimento e Desenvolvimento da Irlanda (CADI), decidiu colocar à prova aqueles comerciais cheio de idosos felizes jogando Wii, aparentemente livres da artrite, dores nas costas e uma maratona cheia de remédios. O resultado é animador, e surge como a desculpa perfeita para presentear seu avó com o simpático console da Nintendo.
Para chegar à conclusão de que o Wii ajuda idosos fisicamente, principalmente no equilíbrio e na resistência a caminhadas, os pesquisadores de Dublin e Belfast, liderados pela professora Cathy Craig, utilizaram o periférico Balance Board e um jogo projetado por eles. Segundo a equipe, o conjunto ajudou os idosos em a obterem "melhorias significativas" em relação às cobaias que não utilizaram o Wii.
A principal dessas "melhorias" diminui drasticamente a possibilidade de quedas, principalmente as graves, o que aumenta a qualidade de vida de idosos. Anualmente, na Irlanda, uma média de 300 idosos morrem em consequência de quedas. Outros 400 sofrem algum tipo de debilidade após caírem.
"Melhorar o equilíbrio e caminhada pode desempenhar um papel importante em ajudar as pessoas mais velhas, evitar quedas e lesões, bem como melhorar a sua confiança e mobilidade", aponta a professora Craig.  "Os jogos projetados para desenvolver um melhor equilíbrio nesta pesquisa foram formuladas com as pessoas mais velhas em mente. Idosos que jogaram os games apresentaram melhora do equilíbrio estático e dinâmico".

Fonte: R7-Notícias

24 de abr de 2014

Neto deixa emprego para cuidar da avó com Alzheimer

Deixar de ser neto para se tornar pai da própria avó. Assim aconteceu na vida de Fernando Aguzzoli, 22 anos, que acompanhou durante seis a doença da sua avó Nilva, diagnosticada com mal de Azheimer. O jovem trancou a faculdade de Filosofia em 2013 e largou o seu trabalho para se dedicar a ela, junto com a sua mãe.
Depois de crescer aos cuidados de Nilva, que sempre esteve muito próxima, os papéis foram invertidos. “Dei banho, repreendi, fiz festa, escovei dentadura, botei pra dormir, preparei café da manhã, levei ao banheiro, expliquei que não havia monstros debaixo da cama e cumpri com todas as tarefas que um bom pai deve cumprir”, conta Fernando.
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E foi pela necessidade de compartilhar essas experiências que Fernando decidiu criar uma página no Facebook, chamada Vovó Nilva. O conteúdo tem uma visão mais positiva, diferente do que o jovem encontrou ao procurar mais conhecimento sobre o assunto. “As informações te condicionam a esperar uma situação muito ruim”, diz.
O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que causa problemas de memória, pensamento e comportamento, caracterizando-se pela perda progressiva de células neurais, provocadas por um acúmulo de proteínas no tecido cerebral, o que provoca a morte dos neurônios. Os sintomas geralmente são desenvolvidos lentamente e pioram com o tempo. A enfermidade não tem cura, mas um tratamento adequado pode ajudar a retardar a evolução e preservar por mais tempo as funções intelectuais.
A página Vovó Nilva foi crescendo e hoje já são mais de 1,3 mil seguidores para quem o jornalista relata, de forma bem humorada, situações do cotidiano vividas pelos dois. São pessoas de todo o Brasil e também de outros países que acessam o conteúdo. Fernando afirma que recebe, quase diariamente, histórias e agradecimentos de pessoas que mudaram atitudes e os relacionamentos com familiares doentes. “É muito gratificante”, ressalta. 
Para o neto, é possível desmistificar a doença e ter um convívio melhor com o portador de Alzheimer. “Me divertia muito com a minha avó”, relembra. E o resultado da relação foi além do Facebook: após receber sugestões de internautas, Fernando acreditou na ideia de escrever o livro 'Quem, eu?'. Finalizada em novembro de 2013, a obra ficou pronta um mês antes da partida de Nilva, que morreu no dia 19 de dezembro, em decorrência de uma infecção urinária, pouco antes de completar 80 anos de idade.
O livro tem previsão de lançamento para setembro, mas o autor ainda busca o restante do patrocínio para a obra. “Reforçar laços entre portador e familiar é nosso maior objetivo. Compartilhar a dor não é sofrer no coletivo, e sim livrar quem dela sofre”, completa.

Fonte: Terra - Saúde 

Alzheimer afeta mais mulheres do que homens, diz estudo

Mulheres com 60 anos ou mais têm uma em seis chances de ter Alzheimer e são duas vezes mais propensas a desenvolver a doença do que ter câncer de mama, segundo relatório da Associação de Alzheimer. Homens, em comparação, têm uma em 11 chances de contrair Alzheimer. As informações são da CNN.
A idade é o principal fator de risco para as diferenças de gênero entre pacientes com Alzheimer, mas não é a única. Pesquisadores estão estudando as informações genéticas e hormonais de homens e mulheres, informou a vice-presidente da associação, Maria Carrillo. Os novos detalhes sobre a doença e seu impacto sobre as mulheres vêm de uma pesquisa com mais de 3 mil mulheres.
A doença afeta mais de 5 milhões de norte-americanos, dois terços dos quais são mulheres.  Carol Moore, 75 anos, é familiarizada com a disparidade de gênero. Ela disse que nunca se preocupou com o câncer de mama, pois é cuidadosa com a sua saúde, mas já pensou no aparecimento do Alzheimer com o envelhecimento. Em 2012, ela se submeteu a uma bateria de testes de triagem para parte de um estudo da doença. Para sua surpresa, foi diagnosticada com Alzheimer.
Uma comparação entre homens e mulheres que cuidam de pessoas com Alzheimer também resulta em números desproporcionais. Do total de cuidadores, 60% são mulheres. Elas cuidam da alimentação, vestuário e fraldas de doentes, segundo Maria. Segundo a profissional, os portadores da doença precisam de cuidados de quatro a sete anos, geralmente, e o custo é de cerca de R$ 500 bilhões por ano.
Enquanto genética e envelhecimento são dois fatores de risco bem estabelecidos para a doença de Alzheimer, "há esperança de que a adoção de hábitos saudáveis ??de vida possam retardar ou prevenir o aparecimento da doença”, segundo a associação. Manter-se fisicamente ativo, ter dieta saudável, momentos para relaxar e fazer com que o cérebro fique sempre em atividade estão entre as recomendações.

Fonte: Terra - Ciência e Tecnologia

15 de abr de 2014

Cérebro de idosos é mais lento devido ao excesso de informação

Pesquisa:

Segundo estudo de cientistas alemães, lentidão está relacionada a acúmulo de dados com o avanço da idade.
Uma nova pesquisa baseada em testes de computador sugere que o cérebro dos idosos é mais lento por causa do excesso de informação acumulado ao longo dos anos.
O estudo contradiz a opinião de parte da comunidade médica para quem as conexões cerebrais são prejudicadas com o avanço da idade. A pesquisa foi publicada na revista científica "Journal of Topics in Cognitive Science".
Para os cientistas, o cérebro dos mais velhos funciona como se fosse um "disco rígido de computador" que, repleto de dados, demora mais tempo para acessar suas informações. Segundo eles, essa lentidão não está associada a um declínio do processo cognitivo.
"O cérebro humano funciona mais devagar com a idade", afirmou Michael Ramscar, responsável pelo estudo, "mas somente porque nós acumulamos mais informação com o passar do tempo".
"Os cérebros das pessoas mais velhas não ficam mais fracos. Pelo contrário, eles simplesmente sabem mais", acrescentou.
Testes de computador
Para comprovar a tese, a equipe liderada por Ramscar, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, programou um computador para ler uma certa quantidade de dados por dia, bem como aprender novas palavras e comandos.
Quando os pesquisadores instruíram o computador a "processar" uma grande quantidade de dados, sua performance nos testes cognitivos se assemelhou a de um adulto.
Mas à medida que o computador foi exposto a novas palavras e comandos, sua performance se assemelhou a de um homem mais velho.
Os cientistas concluíram, então, que a maior lentidão da máquina não estava associada a uma eventual redução de sua capacidade de processamento. Na verdade, a "experiência" acumulada - ou seja, a necessidade de aprender novos comandos e ler novas palavras - acabou por ampliar o banco de dados do computador, o que lhe obrigou a processar mais dados, o que, consequentemente, demandava mais tempo.
"Imagine alguém que saiba as datas de aniversário de duas pessoas diferentes e consiga lembrar-se delas de maneira quase perfeita."
"Você realmente diria que essa pessoa (que se lembra do aniversário de duas pessoas) tem memória melhor do que outra que sabe o aniversário de 2 mil pessoas, mas só consegue dizer a data certa uma vez a cada dez tentativas?", questionou Ramscar.
Teste cognitivo
O estudo fornece uma série de explicações sobre por que, à luz de todas as informações adicionais que o cérebro precisa processar, os cérebros dos mais velhos são mais lentos e mais "esquecidos" do que os cérebros mais jovens.
Para os cientistas responsáveis pela pesquisa, alguns testes cognitivos que são usados para analisar a capacidade mental favorecem erradamente pessoas mais jovens.
Eles citam um conhecido teste de cognição, por exemplo, que requer dos envolvidos lembrar-se de um par de palavras não relacionadas, como "gravata" e "biscoito".
Estudos realizados anteriormente mostram que os jovens têm melhor desempenho nesse teste, mas cientistas acreditam que os mais velhos apresentam dificuldades em lembrar-se de pares de palavras não relacionados - como "gravata" e "biscoito" - porque eles aprenderam que essas palavras não estão associadas.
Para o professor Harald Baayen, que lidera o grupo de pesquisa Alexander von Humboldt Quantitative Linguistics, onde a pesquisa foi feita, "o fato de que os mais velhos acham difícil memorizar pares de palavras não relacionados do que jovens adultos demonstra simplesmente que os mais velhos têm um melhor entendimento da linguagem".
"Eles têm de fazer mais esforço para aprender pares de palavras não associados porque, diferentemente dos mais jovens, eles sabem muito mais sobre os critérios de associação entre palavras".
Segundo os cientistas envolvidos na pesquisa, isso explica, por exemplo, por que pessoas mais velhas têm maior dificuldade de lembrar os nomes das pessoas.

Fonte: G1-Ciência e Saúde
Link: Cérebro de idoso é mais lento por excesso de informação 

E você, o que acha da pesquisa?

Algumas curiosidades

Uma vez que envelhecemos, apresentamos perda de estatura. Por quê???
Segundo alguns autores isso se deve, principalmente, à diminuição dos arcos do pé, ao aumento das curvaturas da coluna e a uma diminuição no tamanho da coluna vertebral devido à perda de água dos discos intervertebrais decorrentes dos esforços de compressão a que são submetidos. Essa perda é de aproximadamente 1cm por década e começa a acontecer por volta dos 40 anos de idade.
Por que os cabelos ficam brancos???
O cabelo é constituídos por células modificadas da epiderme que formam a medula e o córtex. Na medula entra-se ar ou líquido e no córtex pigmentos que darão cor aos cabelos. Com o envelhecimento, a medula se enche de ar e as células do córtex perdem pigmento, resultando cabelos brancos.

E as alterações na pele???
A pele fica menos elástica por causa da alteração da elastina e ocorre diminuição da espessura da pele e do tecido subcutâneo, levando ao aparecimento das RUGAS! Também é comum uma pele áspera e seca, dessa forma, mais sujeita à lesões e infecções. E isso se deve à diminuição da atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas. Manchas hiperpigmentadas, marrons, lisas e achatadas , principalmente na face e no dorso da mão, podem aparecer devido à alterações no funcionamento dos melanócitos (células que dão cor à pele). Como a epiderme torna-se mais fina, manchas vermelhas e salientes podem aparecer aos menores traumas.

Referência: REBELATTO, J.R; MORRELI, J.G.S. Fisioterapia Geriátrica - A Prática da Assistência ao Idoso. Editora Manole; 2ª Ed. 2007.

Fisioterapia Geriátrica: o que é isso???

O envelhecimento é um fato natural de todo indivíduo, e envelhecer com qualidade de vida é o grande desafio. 
Esse processo pode trazer algumas conquistas pelas experiências pessoais, mas também traz algumas consequências indesejáveis, que se não tratadas, podem comprometer significativamente o bem-estar da pessoa idosa. E é aí que se destaca a fisioterapia geriátrica, atuando na prevenção, na manutenção da funcionalidade do idoso e na reabilitação, focando sempre a sua melhora na qualidade de vida.

Principais objetivos
Distanciar a probabilidade de incapacidade e oferecer melhor qualidade de vida.

Mas... como fuciona??     

A fisioterapia geriátrica utiliza-se de técnicas para melhorar a força muscular, equilíbrio, flexibilidade, postura, capacidade respiratória, dor, coordenação, marcha, entre outras alterações fisiológicas próprias do processo de envelhecimento. Dessa forma, também melhora o nível de independência do idoso para atividades do dia a dia.
A prevenção nessa fase da vida torna-se fundamental, pois o tratamento de doenças nesse período sempre é um pouco mais delicado. Porém, quando as incapacidades funcionais já estão instaladas, a fisioterapia visa a recuperação dos movimentos ou lesões. E isso requer alto grau de conhecimento profissional para proporcionar um tratamento específico e individual à pessoa idosa. 
Também é importante lembrar que é necessário a atuação da fisioterapia domiciliar para aqueles pacientes geriátricos que se encontram muito debilitados, com incapacidade de locomoção e deslocamento.

Você sabe a diferença entre Geriatria e Gerontologia?
Saiba mais: Diferença entre Geriatria e Gerontologia

 

13 de abr de 2014

Teorias do Envelhecimento

Você já se perguntou o que leva uma pessoa a envelhecer mais rápido que outra? Por que nos tornamos mais vulneráveis quando envelhecemos mesmo levando uma uma vida saudável na fase adulta?
São muitas as perguntas levantadas pela comunidade científica dedicada ao assunto, e são várias as teorias que tentam explicar o mecanismo do envelhecimento celular.
Abordarei aqui alguns fatores que podem influenciar nesse processo. E pra quem quiser se aprofundar mais sobre essas teorias deixo logo abaixo alguns links que podem ajudá-los no assunto.

Fatores Genéticos
Segundo essa teoria, a duração máxima da vida é determinada pelo padrão genético. Porém, o processo de envelhecimento se dá por vários motivos associados e não por apenas um que, por exemplo, poderia ser genético.
Com certeza você já ouviu relatos de que as mulheres têm uma maior expectativa de vida em relação aos homens. Pesquisas sugerem a possibilidade desse fato ser consequência da proteção de hormônios, principalmente do estrógeno, no aparecimento da aterosclerose. Também levantam a hipótese de uma tendência maior dos homens em adotar atitudes de risco à saúde.
A literatura também relata a influência genética no processo de envelhecimento, por exemplo, algumas síndromes que se caracterizam por apresentar envelhecimento precoce. Assim, temos a Síndrome de Hutchinson-Gilford, que se caracteriza por crescimento aparentemente normal da criança seguido de problemas como atrofia de pele, catarata, hipertensão arterial, entre outros. 
Outra doença característica é a Síndrome de Werner, na qual a criança sofre calvície, alterações cutâneas e vasculares, osteoporose, diabetes, etc.
Radicais Livres
Os radicais livres correspondem  a espécies reativas de oxigênio. A presença desses radicais determinam danos oxidativos que contribuem para o envelhecimento celular e o desencadeamento de determinadas doenças. A sua ação acontece por toda a vida, causando deterioração de componentes nucleares e citoplasmáticos, levando a célula a ter perda progressiva  de sua função. 
As proteínas são reconhecidas  como os principais alvos de modificações oxidativas e o acúmulo de proteínas oxidadas constitui uma das características da senescência celular. Outros fatores como alimentação, poluição, radiação ultravioleta, temperatura, tensão emocional, entre outros, também se encontram relacionados com os processos de envelhecimento. Porém, esses fatores provavelmente agem como fatores secundários, visto que são fatores extrínsecos e necessitam de maiores estudos para esclarecer qual a verdadeira contribuição deles na senescência.
Ligações Cruzadas
As ligações cruzadas são responsáveis pela estabilização do arranjo característico do colágeno, que é a proteína mais comum do mundo animal.
* Só pra relembrar os tipos de colágeno e onde o encontramos:
  • Colágeno tipo I: pele, ossos e tendões;
  • Colágeno tipo II: cartilagens;
  • Colágeno tipo III: vasos sanguíneos. 
Como sabemos, vários dos nossos tecidos necessitam de elasticidade para para exercerem sua fisiologia. E tanto a elasticidade quanto a capacidade de retração desses tecidos é realizada pelas fibras elásticas, constituídas por uma proteína denominada elastina. Esta, quando madura, também apresenta ligações cruzadas responsáveis pela regulação de sua elasticidade.
O envelhecimento proporciona aumento na síntese de colágeno e, assim, aumenta também a formação das ligações cruzadas que ocasionariam menor elasticidade aos tecidos, tornando-os rígidos e quase inextensíveis. O aumento do número de ligações cruzadas característico da senescência, dificultaria os processos de difusão celular e também alteraria a permeabilidade dos vasos sanguíneos, diminuindo a eficiência das trocas e nutrientes e metabólitos entre as células e os vasos sanguíneos e, consequentemente, causaria diminuição progressiva da função celular.
Sistema Imunológico
Com relação ao sistema imunológico, alguns pesquisadores tentam explicar o envelhecimento como uma deficiência no sistema de defesa do organismo, tornando-o incapaz de reconhecer seus próprios constituintes e criando anticorpos que os atacariam, determinando as denominadas doenças autoimunes, como a artrite reumatóide e a anemia perniciosa. As doenças por imunodeficiência também podem resultar da deficiência ou da ausência de um ou mais elementos do sistema imunológico, envolvendo anormalidades de elementos como fagócitos ou complementos que atuam na imunidade inespecífica. As imunodeficiências primárias são causadas por defeitos intrínsecos nas células do sistema imunológico, sendo em sua maioria determinadas geneticamente.
* Vale a pena relembrar a glândula fundamental para o nosso sistema imunológico, a glândula timo. 


Referência: REBELATO, J.R.; MORELLI, J.G.S. "Fisioterapia Geriátrica _ A Prática de Assistência ao Idosos". Editora Manole; 2ª edição.


12 de abr de 2014

Viva a segunda juventude

Quando a gente é criança sempre ouve uma pergunta do tipo: "O que você quer ser quando crescer?". Basicamente respondemos algo relacionado a qual profissão seguir. Então você cresce, às vezes muda de opinião em relação à profissão (ou não) e mantém o foco em seus objetivos pessoais ou profissionais, sempre buscando a tão falada "estabilidade". Então eu pergunto:
E se déssemos outro sentido a essa pergunta? Se ao invés de pensarmos em termos profissionais e financeiros buscarmos respondê-la de uma maneira mais subjetiva? Pois ainda faço essa pergunta pra mim mesma quando penso em relação ao futuro.
O que você, como ser humano, quer ser quando chegar à fase da tal "Melhor Idade"?
O que você está fazendo hoje pensando em um futuro "não muito distante"?! Sim, pois quando crescemos nos damos conta o quão rápido é o passar dos anos!
Será que a sua saúde estará legal? E se não estiver, será que alguém estará lá pra te ajudar? Família, amigos, o seu PAÍS? 
Será que você conseguirá desfrutar de todos os seus direitos, aqueles que parecem estar meio perdidos no Estatuto do Idoso? 
A forma como o idoso é "respeitado" hoje (não estou generalizando!) será a mesma daqui a alguns anos? 
E o que você pode fazer pra mudar algumas coisas? 
Muitas, muitas perguntas...
Pensando nisso, eis que veio uma ideia dos céus! 
Por que não escrever sobre esse tema já que eu me interesso tanto por ele? Por que não contribuir de alguma forma? Então, aqui estou.
Sou formada em Fisioterapia, e durante a fase acadêmica muitos assuntos me chamaram a atenção e despertaram meu interesse. Outros nem tanto. 
Sempre enxerguei uma peculiaridade quando o assunto era "terceira idade", antes mesmo de ingressar na universidade. E não estou me referindo apenas às mudanças fisiológicas, naturais de todos nós, mas a uma maneira diferente de lidar com a vida. Uma maneira diferente de se expressar, de contar histórias por vezes demoradas e repetidas, mas com uma maneira toda especial. Singularidades que nem todos conseguem ver, e se assim fizessem, creio eu, muitas mudanças aconteceriam em nossa sociedade.
Como já falei lá no cantinho direito do blog, meu interesse aqui é compartilhar assuntos de interesse acadêmico (na maioria das vezes!!:) e estudar junto com vocês. Por isso, torno a repetir, podem deixar sugestões, opiniões, críticas, desde que possamos crescer juntos nesse assunto. Ok?!! Espero realmente contribuir de alguma forma.
(Obs.: Só lembrando que os comentários estão sujeitos à aprovação por e-mail. Medidas preventivas são importantes! ^.^)

E pra você que leu esse texto e encontra-se na famosa melhor idade, pense e responda a mesma pergunta do início: 
"O que você quer ser quando crescer?"
Acho que nunca é tarde demais para mudarmos hábitos e nos melhorarmos um pouco mais a cada dia. Não é verdade?
Abraços.